Author name: Pastoral de Comunicação

Liturgia, Missas, Você Sabia?

Por que não cantamos o Glória e o Aleluia na Quaresma?

A Quaresma é um tempo litúrgico de conversão, silêncio e preparação para a Páscoa. Durante quarenta dias, a Igreja nos convida à oração mais intensa, ao jejum e à caridade, ajudando-nos a voltar o coração para Deus. Por isso, alguns elementos festivos da Missa são retirados temporariamente, entre eles o canto do Glória e do Aleluia. O Glória é um hino de louvor solene e jubiloso, entoado nos domingos do Tempo Comum e nas grandes festas. Ele expressa alegria e exaltação. Já o Aleluia é uma aclamação festiva que antecede o Evangelho, palavra que significa “Louvai o Senhor”. Ambos são sinais de celebração e júbilo. Na Quaresma, porém, a liturgia assume um tom mais sóbrio. Não se trata de tristeza, mas de recolhimento. A ausência do Glória e do Aleluia cria um “jejum” também no canto, ajudando a comunidade a viver um clima de penitência e expectativa. No lugar do Aleluia, canta-se outra aclamação ao Evangelho, mais simples. Quando chega a Vigília Pascal, na noite da Páscoa, o retorno solene do Glória e do Aleluia manifesta a explosão de alegria pela Ressurreição de Cristo. Depois de um tempo de silêncio e preparação, o louvor reaparece com ainda mais força e significado. Assim, a Igreja nos ensina que também pela música e pelos gestos aprendemos a viver cada tempo litúrgico com profundidade e sentido.

Liturgia, Você Sabia?

Os sinais na Proclamação do Evangelho

Na proclamação do Evangelho, fazemos três pequenos sinais da cruz — na testa, na boca e no peito — como um gesto simples, mas profundamente simbólico. Esse rito expressa a disposição interior de acolher a Palavra de Deus de modo integral: pensar, anunciar e viver o que ouvimos. Ao traçar a cruz na testa, pedimos que o Senhor ilumine nossa mente, para compreender o Evangelho com inteligência e sabedoria. Na boca, suplicamos que nossos lábios proclamem a Boa-Nova com fidelidade e coragem. No peito, sobre o coração, rogamos que a Palavra desça ao mais íntimo de nós, transforme nossos sentimentos e oriente nossas atitudes. Esses três sinais não substituem nem repetem o grande sinal da cruz. Por isso, não se faz um grande sinal após eles. Trata-se de um gesto próprio, ligado exclusivamente ao anúncio do Evangelho, momento em que o próprio Cristo nos fala. É uma profissão silenciosa de fé e um compromisso: que a Palavra esteja em nossa mente, em nossos lábios e em nosso coração.

Notícias

Via-Sacra: Caminho de Amor e Redenção

A Via-Sacra é uma das mais significativas práticas de piedade da Igreja Católica. Ela recorda o percurso de Jesus desde sua condenação até a crucifixão e o sepultamento. Cada estação contempla um momento da Paixão e convida o fiel não apenas a recordar um fato histórico, mas a participar espiritualmente do mistério do amor de Cristo.

Missas, Notícias

Missa no Vaticano celebra 200 anos das relações Brasil–Santa Sé

A Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, acolheu nesta sexta-feira (23), uma celebração eucarística em ação de graças pelos 200 anos de relações diplomáticas do Brasil e a Santa Sé. A missa foi presidida pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, em língua portuguesa. A celebração fez parte da agenda oficial do Bicentenário das Relações Diplomáticas Brasil–Santa Sé e reuniu autoridades religiosas, civis e diplomáticas dos dois Estados, além da presidência da CNBB.  A interpretação musical ficou a cargo da Camerata Antíqua de Curitiba, com repertório que destacou obras do Pe. José Maurício Nunes Garcia, referência da música sacra no Brasil Colonial. Entre os presentes estavam o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, o Cardeal Rolandas Makrickas, arcipreste da basílica, cardeais brasileiros, o cardeal Lorenzo Baldisseri e representantes do corpo diplomático brasileiro e vaticano. Com informações do portal A12

Jornal O São Paulo, Notícias

Pai nosso que estais “no céu” ou “nos céus”?

Aí você está rezando e percebe que alguém a seu lado rezou “Pai Nosso que estais nos céus…”. Mas você sempre rezou “estais no céu”. E ai? Qual é o correto? Uma publicação recente no Jornal O São Paulo, assinada pelo Cônego Ciro Pereira, esclarece que a resposta correta é “nos céus” na primeira parte da oração, pois se refere à transcendência de Deus, enquanto “no céu” na segunda parte indica o local onde a vontade divina é plenamente realizada.  Entender a distinção ajuda a aprofundar a compreensão da oração, reconhecendo a grandeza de Deus e pedindo que Sua vontade se cumpra na Terra. Leia o artigo completo clicando aqui. 

Sacramentos

Por que batizar as crianças?

É no primeiro domingo do Tempo Comum que a liturgia marca o início da vida pública de Jesus, revelando sua missão salvadora e identidade divina. Jesus se aproxima de João Batista junto aos pecadores que buscavam a conversão. O protesto de João, “Eu é que preciso ser batizado por ti!”, confirma que Jesus não tinha pecado algum. A resposta de Jesus resume sua missão, que é realizar plenamente a vontade de Deus: “Devemos cumprir toda a justiça”. Na Sagrada Escritura, “justiça” significa viver em conformidade com o projeto divino. Assim se cumpria a profecia de Isaías: “(Ele) proclamará fielmente a justiça!”. Ao se colocar entre os últimos, Jesus manifesta a lógica do Reino, onde os pequenos, excluídos e marginalizados são os preferidos de Deus. De fato, Ele andou por toda parte fazendo o bem e curando os males, conforme narrado nos Atos dos Apóstolos. No momento do batismo, a manifestação do Espírito Santo e a voz do Pai, “Este é o meu Filho amado”, confirmam Jesus como o Messias esperado, único mediador entre o céu e a terra. O relacionamento entre Deus e a humanidade é restabelecido agora não por sistemas religiosos, mas pela própria pessoa de Jesus. O significado do nosso batismo se revela neste ato: deixar o pecado para trás e começar uma nova vida em Cristo. Para as famílias cristãs, o batismo é um momento de profunda alegria e significado. É o início da caminhada espiritual da criança, um compromisso assumido por pais, padrinhos e comunidade. Batizar crianças é uma tradição que remonta aos primeiros tempos da Igreja. A criança é batizada na fé da Igreja, e essa fé será cultivada ao longo da vida por meio da catequese e do testemunho. O batismo infantil não compromete a liberdade da criança, visto que ela depende dos responsáveis para seu desenvolvimento integral, inclusive no âmbito religioso. Dessa forma, torna-se fundamental o acompanhamento espiritual contínuo, permitindo que a graça adquirida no batismo possa se desenvolver plenamente. Ser batizado, em qualquer fase da vida, significa participar da vida, morte e ressurreição de Cristo, recebendo um sinal espiritual permanente de pertencimento a Deus. Ao ser crismado, o cristão confirma sua liberdade religiosa, assumindo conscientemente a missão de Jesus e contribuindo para anunciar o Evangelho ao mundo como membro efetivo da Igreja. Como disse o Papa Leão: “uma Igreja que não coloca limites ao amor, que não vê inimigos, mas apenas pessoas para amar, é exatamente a Igreja de que o mundo precisa” (Dilexi Te). Que a celebração do Batismo do Senhor nos inspire a renovar nosso compromisso com Deus. Que possamos ouvir sua voz com sensibilidade ao Espírito Santo, presente nas situações do dia a dia. E que, como filhos e filhas amados, vivamos com alegria o amor e a fraternidade que brotam do coração do Pai.  Adaptado do texto assinado pelo Pe. Jorge Bernardes, Vigário Episcopal Região Ipiranga e publicado no Folheto Povo de Deus de 11/01/26.

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