Author name: Padre Juliano M. Gonçalves

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Pedro e Paulo: Sinfonia da Missão

A celebração do aniversário da pedra fundamental da Igreja Nossa Senhora de Lourdes da Água Rasa, lançada em 29 de junho, ganha um brilho especial por coincidir com a festa de São Pedro e São Paulo — dois pilares da fé cristã, dois caminhos distintos que se encontram na mesma missão: anunciar o Evangelho com coragem e entrega. No coração da comunidade, essa data não é apenas um marco histórico; é um lembrete vivo de que a fé se constrói com mãos humanas, mas se sustenta pela graça divina. A pedra fundamental representa o início de uma obra que ultrapassa tijolos e argamassa: ela simboliza a união, a esperança e o compromisso de um povo que sonhou e edificou um espaço sagrado para acolher, celebrar e transformar vidas. Para eternizar essa ligação entre a história da paróquia e a solenidade dos apóstolos, dois dos sinos da torre receberam os nomes de Pedro e Paulo ( os outros dois sinos, um recebeu o nome da padroeira – Nossa Senhora de Lourdes e, o outro, dedicado a Santa Bárbara, protetora dos raios). Não é apenas uma homenagem; é um gesto carregado de significado.Quando o sino Pedro ressoa, lembra a firmeza da fé, a rocha sobre a qual Cristo edificou sua Igreja.Quando o sino Paulo ecoa, recorda o ardor missionário, a palavra que atravessa fronteiras e renova corações. Juntos, esses sinos formam um diálogo sonoro entre tradição e missão, entre passado e futuro, entre a comunidade que fomos e a comunidade que continuamos a construir. Que este aniversário reacenda em todos nós o espírito de Pedro e Paulo: a coragem de permanecer firmes e a ousadia de seguir adiante. E que a Igreja Nossa Senhora de Lourdes da Água Rasa continue sendo, como desde sua pedra fundamental, um lar de fé, acolhimento e esperança.

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A Humanidade no Centro: o Recado da Magnifica Humanitas

A encíclica Magnifica Humanitas traz um alerta direto e atual: a tecnologia só tem valor quando serve às pessoas. Em tempos de inteligência artificial, algoritmos e decisões automatizadas, o Papa Leão XIV chama atenção para algo simples, mas poderoso: máquinas não podem mandar na vida humana. Elas são ferramentas — úteis, impressionantes até —, mas continuam sendo ferramentas.

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Os dons do Espírito Santo no coração da vida paulistana

Pentecostes é, antes de tudo, a celebração da presença viva do Espírito Santo que transforma pessoas comuns em testemunhas corajosas. É o momento em que a Igreja nasce impulsionada por dons que não são apenas símbolos espirituais, mas forças concretas para enfrentar a vida real — inclusive a vida intensa, acelerada e desafiadora da cidade de São Paulo. 🌬️ Os sete dons do Espírito Santo no cotidiano paulistano * Sabedoria — Ajuda a enxergar além do caos. No trânsito da Radial Leste ou na correria do metrô lotado, a sabedoria nos faz perceber o que realmente importa: pessoas, relações, cuidado, presença. * Entendimento — Permite compreender situações difíceis. No ambiente de trabalho, quando surgem conflitos ou pressões, esse dom abre espaço para interpretar intenções e agir com equilíbrio. * Conselho — Orienta decisões. Na vida urbana, onde somos bombardeados por escolhas, o conselho nos ajuda a discernir caminhos que promovem paz e justiça. * Fortaleza — Sustenta nas lutas. Em São Paulo, onde muitos enfrentam longas jornadas, insegurança e desafios financeiros, esse dom dá coragem para não desistir. * Ciência — Permite ver Deus na criação. Mesmo entre prédios e concreto, a ciência espiritual nos faz reconhecer a presença divina no pôr do sol na Paulista ou no vento que passa pelo Parque do Ibirapuera. * Piedade — Move ao cuidado. Em uma cidade marcada por desigualdades, a piedade nos impulsiona a olhar para quem sofre e agir com compaixão. * Temor de Deus — Não é medo, mas reverência. Lembra que Deus caminha conosco na Avenida Sapopemba, no ônibus cheio, na feira de domingo, no silêncio da madrugada.  ⁠ 🔥 Pentecostes hoje, na Água Rasa Quando esses dons se tornam atitudes concretas, surgem os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, bondade, mansidão, domínio próprio. E é isso que transforma bairros, famílias e comunidades inteiras. Por isso, neste Pentecostes, fica um convite especial: que toda a comunidade da Água Rasa se deixe renovar pelo Espírito e testemunhe com coragem e alegria os frutos que Ele faz nascer em nós.

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Ascensão do Senhor: Cristo sobe aos céus e permanece entre nós

A Igreja celebra neste domingo (17 de maio de 2026) a Ascensão do Senhor. Após Sua paixão, morte e ressurreição, Jesus sobe aos céus diante dos discípulos e permanece presente de outra forma. A Ascensão encerra as aparições do Ressuscitado e inicia um novo período para os discípulos. Jesus entrega a missão de anunciar o Evangelho a todos os povos e orienta que não permaneçam olhando para o alto, mas sigam para o mundo, confiando na promessa do Espírito Santo. A Ascensão não é despedida, mas envio. Jesus volta ao Pai e continua presente na Palavra, na Eucaristia, na comunidade e em todos os que necessitam de cuidado. A cena dos discípulos olhando para o céu nos interpela. Muitas vezes buscamos respostas rápidas ou sinais. A Ascensão mostra que a fé nos chama à ação e à transformação do mundo por meio de gestos de amor e justiça. Celebrar a Ascensão é renovar a esperança. Cristo abre o caminho para Deus e orienta nossa vida. Vivemos com os pés na terra e o coração voltado ao alto. A solenidade também prepara para Pentecostes. Os discípulos aguardam o Espírito Santo em oração. Nós também somos chamados a pedir força para testemunhar o Evangelho. A Ascensão recorda que Jesus conduz Sua Igreja e nos chama a unir olhar para o céu e compromisso com a terra.

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Cristo verdadeiramente ressuscitou!!!

Queridos amigos da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, na querida Água Rasa, Neste tempo tão luminoso da Páscoa, desejo chegar até vocês com uma palavra carinhosa, cheia da alegria que brota do Evangelho da Ressurreição. O texto que meditamos — o encontro das mulheres com o túmulo vazio e com o próprio Cristo vivo — é um convite a deixar que a esperança faça morada em nós de um jeito novo. Ao amanhecer daquele “primeiro dia da semana”, Deus inaugurava silenciosamente um mundo renovado. As mulheres caminhavam ainda envoltas pela sombra, mas a luz já tinha vencido antes mesmo que elas percebessem. Assim também acontece conosco: muitas vezes caminhamos sem ver claramente, mas a graça já está trabalhando dentro da nossa história. O terremoto, o anjo, a pedra removida… tudo isso nos lembra que Deus mexe nas estruturas que pareciam definitivas. Aquilo que julgávamos impossível, Ele transforma em caminho aberto. A pedra que fechava o túmulo se torna assento de vitória. E os guardas — representantes do medo, do controle, da morte — ficam “como mortos”, enquanto o Crucificado está vivo para sempre. A Páscoa é essa reviravolta divina que ninguém pode conter. E então ouvimos a palavra que o céu repete duas vezes, como quem sabe que nossos corações precisam escutar devagar: “Não tenhais medo.” O medo não combina com a Ressurreição. O medo paralisa; a Páscoa envia. O medo fecha; a Páscoa abre. O medo escurece; a Páscoa ilumina. As mulheres partem “com medo, mas com grande alegria”. É assim que a fé começa: não quando o medo desaparece, mas quando a alegria é maior do que ele. E é nessa mistura tão humana que Jesus as encontra no caminho. Ele não espera no templo, nem no túmulo, nem em algum lugar inacessível. Ele vem ao encontro delas — e de nós — no meio da estrada da vida. Sua primeira palavra é um presente: “Alegrai-vos!” Não é um conselho, é um chamado. A alegria é agora a marca dos que encontraram o Vivente. E por fim, Jesus envia: “Ide à Galileia”. A Galileia é o lugar do cotidiano, do trabalho, das relações, das lutas de cada dia. É lá que Ele promete se deixar ver. A Páscoa não nos tira do mundo; ela nos devolve ao mundo com olhos novos, com coragem renovada, com esperança que não se apaga. Queridos amigos, que esta Páscoa seja para cada um de vocês um terremoto de esperança, capaz de remover pedras antigas e abrir caminhos inesperados. Que a alegria do Ressuscitado visite suas casas, cure suas feridas, fortaleça suas famílias e renove a nossa comunidade para que sejamos, juntos, testemunhas vivas da luz que não conhece ocaso. CRISTO VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU!  ALELUIA ALELUIA!!! QUE ALEGRIA MINHA GENTE! Com carinho e bênção pascal, Padre Juliano

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Vem aí a Semana Santa!!!

Com grande esperança, convidamos toda a comunidade da Água Rasa a viver conosco a Semana Santa! No dia 29 de março, celebramos o Domingo de Ramos, abrindo nosso coração para este tempo de fé e renovação. Seguimos juntos até o Tríduo Pascal, ápice da nossa caminhada cristã, onde contemplamos o amor que se entrega e a esperança que renasce. E, com alegria vigilante, aguardamos a Ressurreição do Senhor na Vigília Pascal, noite em que a luz vence toda escuridão. Que este tempo santo fortaleça nossa fé e nossa unidade como comunidade.

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