Na proclamação do Evangelho, fazemos três pequenos sinais da cruz — na testa, na boca e no peito — como um gesto simples, mas profundamente simbólico. Esse rito expressa a disposição interior de acolher a Palavra de Deus de modo integral: pensar, anunciar e viver o que ouvimos.
Ao traçar a cruz na testa, pedimos que o Senhor ilumine nossa mente, para compreender o Evangelho com inteligência e sabedoria. Na boca, suplicamos que nossos lábios proclamem a Boa-Nova com fidelidade e coragem. No peito, sobre o coração, rogamos que a Palavra desça ao mais íntimo de nós, transforme nossos sentimentos e oriente nossas atitudes.
Esses três sinais não substituem nem repetem o grande sinal da cruz. Por isso, não se faz um grande sinal após eles. Trata-se de um gesto próprio, ligado exclusivamente ao anúncio do Evangelho, momento em que o próprio Cristo nos fala. É uma profissão silenciosa de fé e um compromisso: que a Palavra esteja em nossa mente, em nossos lábios e em nosso coração.






