"Bernadette perguntou três vezes o nome da Senhora, que sorrindo e unindo suas mãos sobre o peito respondeu: Eu sou a Imaculada Conceição."
Segunda, 03 Janeiro 2011 02:00

Faça novo o seu Ano

Neste ano-novo, se faça novo, reduza a sua ansiedade, regue de ternura seus sentimentos mais profundos, imprima a seus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças. Não se mire nos outros; a inveja é um cancro que mina a auto-estima, fomenta a revolta e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso. Espelhe-se em si mesmo, assuma seus talentos, acredite em sua criatividade, abrace com amor sua singularidade. Evite, porém, o olhar narciso. Seja solidário: ao estender aos outros as suas mãos, estará oxigenando a própria vida. Não seja refém de seu egoísmo.

Publicado em Palavra Viva
Terça, 14 Dezembro 2010 02:00

Deus pede colo

O Natal se aproxima. Encarnação é a bela festa do Deus nascido em Belém. É a noite que um bebe olha o Universo que foi por ele criado com a ternura de quem assume nossas dores e vem viver como nós. Deus nasce pobre e desce à terra para poder nos levar ao céu. Dizemos com fé: E Ele se encarnou no seio de Maria. Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Gerado não criado. Quem ama se oferece aos outros e mostra seu rosto. Como diz o povo nordestino: "Deus mais nós".

Publicado em Palavra Viva
Segunda, 06 Dezembro 2010 02:00

Verdadeira Felicidade

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibet, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!'

A publicidade não consegue vender felicidade, então passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,  usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo o condicionamento.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do McDonald’s...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"

Publicado em Palavra Viva
Quinta, 11 Novembro 2010 02:00

O Forasteiro

Três Metáforas

Na metáfora do futebol, o sucesso do juiz é sua invisibilidade durante o jogo. Quanto menos ele parece em campo, mais eficaz sua forma de arbitragem. Um juiz que chama a atenção sobre si mesmo, provocando entraves desnecessários, desvia o foco do espetáculo. A partida acaba se tornando truncada, na medida em que o árbitro faz tudo para "mostrar serviço". A arte do futebol exige uma fluidez natural das jogadas, onde o juiz, sem permitir a violência e a parcialidade, deve agir da forma mais discreta possível. Ele não pode ocupar muito espaço na arena da disputa. O bom juiz é aquele que, ao final do confronto, praticamente atrai comentários.

Publicado em Palavra Viva
Sábado, 14 Agosto 2010 03:00

Agenor e Amaro

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

Publicado em Palavra Viva
Terça, 17 Agosto 2010 03:00

O Próximo

O conceito de "próximo" na tradição judaico-cristã - Antigo Testamento e Novo Testamento - está fortemente marcado pela condição do necessitado. O povo hebreu escravo no Egito, os camponeses sobrecarregados de impostos no tempo da monarquia e dos profetas, os exilados na Babilônia, enfim, os oprimidos em geral são exemplos que ilustram essa concepção.

Publicado em Palavra Viva
Pagina 26 de 26

Links

Quer sugerir temas para buscarmos respostas? O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Redes Sociais

    A Igreja também está presente nas Redes Sociais, acompanhe!