"Bernadette perguntou três vezes o nome da Senhora, que sorrindo e unindo suas mãos sobre o peito respondeu: Eu sou a Imaculada Conceição."
Segunda, 16 Novembro 2015 04:54

Exame perante o testemunho da verdade (Cristo Rei)

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Dentro do processo em que se vai decidir a execução de Jesus, o evangelho de João oferece um surpreendente diálogo privado entre Pilatos, representante do império mais poderoso da Terra e Jesus, um réu algemado que se apresenta como testemunha da verdade.

Precisamente, Pilatos quer, ao que parece, saber a verdade que se encerra naquele estranho personagem que tem ante o seu trono: «És Tu o Rei dos judeus?». Jesus vai responder expondo a Sua verdade nas afirmações fundamentais, muito queridas ao evangelista João.

«O Meu reino não é deste mundo». Jesus não é rei ao estilo que Pilatos pode imaginar. Não pretende ocupar o trono de Israel nem disputar a Tibério o seu poder imperial. Jesus não pertence a esse sistema em que se move o prefeito de Roma, sustentado pela injustiça e a mentira. Não se apoia nas forças das armas. Tem um fundamento completamente diferente. A Sua realeza provem do amor de Deus ao mundo.

Mas acresce na continuação algo de muito importante: «Sou rei e vim ao mundo para ser testemunha da verdade». É neste mundo onde quer exercer a Sua realeza, mas de una forma surpreendente.

Não vem governar como Tibério mas ser «testemunha da verdade» introduzindo o amor e a justiça de Deus na história humana.

Esta verdade que Jesus trás consigo não é uma doutrina teórica. É uma chamada que pode transformar a vida dos personagens. Tinha dito Jesus: «Se vos mantendes fiéis à Minha Palavra… conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres». Ser fiéis ao Evangelho de Jesus é uma experiência única pois leva a conhecer uma verdade libertadora, capaz de fazer a nossa vida mais humana.

Jesus Cristo é a única verdade para a vivência dos cristãos.

- Não necessitaremos na Igreja de Jesus de fazer um exame de consciência coletivo ante o «Testemunho da Verdade»?

- Atrever-nos a discernir com humildade o que há de verdade e o que há de mentira no nosso seguir a Jesus?

- Onde há verdade libertadora e onde há mentira que nos escraviza?

- Não necessitamos dar passos para maiores níveis da verdade humana e evangélica em nossas vidas, nossas comunidades e nossas instituições?


José Antonio Pagola

Teólogo e biblista espanhol

(Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez)

 

Ler 824 vezes Última modificação em Segunda, 16 Novembro 2015 13:10

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