"Bernadette perguntou três vezes o nome da Senhora, que sorrindo e unindo suas mãos sobre o peito respondeu: Eu sou a Imaculada Conceição."
Sexta, 15 Agosto 2014 11:36

Seguidora fiel de Jesus (20° Dom TC) - Assunção de Nossa Senhora

Escrito por  José Antonio Pagola
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Os evangelistas apresentam a Virgem com recursos que podem reavivar nossa devoção a Maria, a Mãe de Jesus. Sua visão nos ajuda a amá-la, meditá-la, imitá-la e confiar nela com espírito novo e mais evangélico.

Maria é uma grande crente. A primeira seguidora de Jesus. A mulher que sabe meditar em seu coração os feitos e as palavras de seu Filho. A profetisa que canta ao Deus, salvador dos pobres, anunciado por Ele. A mãe fiel que permanece junto ao seu Filho perseguido, condenado e executado na cruz. Testemunho de Cristo ressuscitado, que acolhe junto aos discípulos ao Espirito que acompanhará sempre a Igreja de Jesus.

Lucas, de sua parte, nos convida a fazer nosso o canto de Maria, para deixarmo-nos guiar por seu espírito até Jesus, pois no “Magnificat” brilha em todo o seu esplendor a fé de Maria e sua identificação maternal com seu Filho Jesus.

Maria começa proclamando a grandeza de Deus: “meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque olhou para a humilhação de sua escrava”. Maria é feliz porque Deus olhou para sua pequenez. Assim é Deus com os simples. Maria canta com o mesmo prazer que bendiz Jesus ao Pai, porque esconde aos “sábios e entendidos” e se revela aos “simples”. A fé de Maria no Deus dos pequenos nos faz sintonizar com Jesus.

Maria proclama a Deus Poderoso porque “sua misericórdia chega a seus fiéis de geração em geração”. Deus põe seu poder a serviço da compaixão. Sua misericórdia acompanha a todas as gerações. O mesmo prega Jesus: Deus é misericordioso com todos. Por isso diz a seus discípulos de todos os tempos: “sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso”.

Desde seu coração de mãe, Maria compreende como ninguém a ternura de Deus Pai e Mãe, e nos introduz ao núcleo da mensagem de Jesus: Deus é amor compassivo.

Maria proclama também ao Deus dos pobres porque “derruba do trono os poderosos” e os deixa sem poder para seguir oprimindo; e ao contrário “eleva os humildes” para que recuperem sua dignidade. Aos ricos reclama que tenham roubado os pobres e “os despede de mãos vazias”; e pelo contrário, aos famintos “os cobre de bens para que desfrutem de uma vida mais humana”. O mesmo gritava Jesus: “os últimos serão os primeiros”. Maria nos leva a acolher a Boa Noticia de Jesus: Deus é o Deus dos pobres.

Maria nos ensina como ninguém a seguir Jesus, anunciando o Deus de compaixão, trabalhando por um mundo mais fraterno e confiando no Pai dos pequenos.

José Antonio Pagola

Teólogo e biblista espanhol

(Tradução livre: Dervile Alonço)

Ler 3815 vezes Última modificação em Sexta, 15 Agosto 2014 17:40

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