"Bernadette perguntou três vezes o nome da Senhora, que sorrindo e unindo suas mãos sobre o peito respondeu: Eu sou a Imaculada Conceição."

Cidade do Vaticano (RV) – Papa Francisco manifestou neste domingo, 11, durante o Angelus dominical, seu desejo que os cristãos e os muçulmanos se comprometam em promover o “respeito mútuo”, sobretudo através da educação dos mais jovens. 

De seu balcão do Palácio Apostólico, na Praça São Pedro, o Pontífice argentino, que, a diferença de seu predecessor, Bento XVI, passa o verão no Vaticano, lembrou os “irmãos” muçulmanos que recentemente terminaram o seu mês sagrado, o Ramadã.

“Como escrevi em minha mensagem para esta circunstância, o meu desejo é que cristãos e muçulmanos se esforcem na promoção do respeito recíproco, especialmente através da educação das novas gerações”. 

Francisco foi muito aplaudido ao citar os muçulmanos e respondeu com sorrisos à aprovação dos fiéis.

Antes de se despedir, o Papa recordou que na próxima quinta-feira, 15, celebra-se a festividade da Assunção da Virgem Maria, ocasião em que irá à localidade de Castel Gandolfo, a 30 km ao sul de Roma, onde presidirá uma missa e rezará a oração do Ângelus. 

A RV transmitirá o evento ao vivo, com comentários em português, a partir das 5h20, horário de Brasília.

(Fonte: Radio Vaticano 11/08/2013)

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Cidade do Vaticano (RV) – Milhares de fiéis e romanos lotaram novamente neste domingo, 11 de agosto, a Praça São Pedro, no Vaticano, para ouvir e ver o Papa Francisco. Muitos agitavam bandeiras de seus países, e entre elas, entreviam-se diversas brasileiras.

A reflexão do Pontífice, como já é tradição, partiu de um texto preparado, mas extrapolou em uma improvisação autêntica e eficaz que entusiasmou todos os presentes. 

O Papa lembrou que “no Evangelho deste domingo, Lucas nos fala do desejo do encontro definitivo com Cristo, um desejo que nos faz estar sempre prontos, com o espírito desperto, porque aguardamos este encontro de todo coração, inteiramente. Este é um aspecto fundamental da vida cristã”. Envolvendo os fiéis em sua catequese, Francisco convidou a responderem a duas perguntas.

A primeira: “Vocês têm realmente um coração desejoso de encontrar Jesus? Ou seu coração está fechado, adormecido, anestesiado? Pensem e respondam em silêncio, em seus corações”, pediu. 

Em seguida, comentou a afirmação de Lucas “onde está o seu tesouro, está o seu coração”, e fez a segunda pergunta:

“Onde está o seu tesouro? Qual é para vocês a realidade mais importante, mais preciosa, a realidade que atrai seu coração como um imã? Pode-se dizer que é o amor de Deus? Alguns poderiam me responder: Pai, mas eu trabalho, tenho família, para mim a realidade mais importante è conseguir manter minha família, meu trabalho... Certo, é verdade, mas qual é a força que mantém unida uma família? É justamente o amor de Deus que dá sentido aos pequenos compromissos cotidianos e que ajuda a enfrentar as grandes dificuldades. Este é o verdadeiro tesouro do homem”. 

Segundo Papa Francisco, “o amor de Deus não é algo indefinido, um sentimento genérico, não é ar; o amor de Deus tem um nome e um rosto: Jesus Cristo, porque não podemos amar o ar. Amamos pessoas, e aquela pessoa é Jesus”. “É um amor – explicou – que dá valor e beleza a todo o resto: à família, ao trabalho, ao estudo, à amizade, à arte, a qualquer atividade humana”.

“Este amor dá sentido também – concluiu – às experiências negativas, porque nos permite ir adiante, não ficar prisioneiros do mal, e sim ir além; nos abre sempre à esperança, ao horizonte final de nossa peregrinação. Assim, até os cansaços, quedas e pecados ganham um sentido, porque o amor de Deus nos perdoa”.

(Fonte: Radio Vaticano - 11/08/2013)

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Rio de Janeiro (RV) – O Papa Francisco despediu-se do Brasil. Após encontrar-se com os voluntários no Rio Centro, o Papa Francisco seguiu com sua comitiva rumo ao Aeroporto do Galeão, para embarcar no avião que o levaria a Roma. A recepcioná-lo estava o Vice-Presidente, Michel Temer.

No seu discurso, dirigindo-se ao Vice-Presidente e às autoridades civis e religiosas presentes, o Papa disse que já começava a sentir saudades, “saudades do Brasil, deste povo tão grande e de grande coração; este povo tão amoroso. Saudades do sorriso aberto e sincero que vi em tantas pessoas, saudades do entusiasmo dos voluntários. Saudades da esperança no olhar dos jovens no Hospital São Francisco. Saudades da fé e da alegria em meio à adversidade dos moradores de Varginha. Tenho a certeza de que Cristo vive e está realmente presente no agir de tantos e tantos jovens e demais pessoas que encontrei nesta inesquecível semana. Obrigado pelo acolhimento e o calor da amizade que me foram demonstrados. Também disso começo a sentir saudades”.

Após, Francisco agradeceu a todos que fizeram com que estes dias se transformassem numa "celebração estupenda da nossa fé fecunda e jubilosa em Jesus Cristo”, recordando também “tantas pessoas que, no silêncio e na simplicidade, rezaram para que esta Jornada Mundial da Juventude fosse uma verdadeira experiência de crescimento na fé. Que Deus recompense a todos, como só Ele sabe fazer”.

Neste clima de gratidão e saudades, o Santo Padre pensou aos jovens, “protagonistas desse grande encontro”:

“A partir do testemunho de alegria e de serviço de vocês, façam florescer a civilização do amor. Mostrem com a vida que vale a pena gastar-se por grandes ideais, valorizar a dignidade de cada ser humano, e apostar em Cristo e no seu Evangelho. Foi Ele que viemos buscar nestes dias, porque Ele nos buscou primeiro, Ele nos faz arder o coração para anunciar a Boa Nova nas grandes metrópoles e nos pequenos povoados, no campo e em todos os locais deste nosso vasto mundo. Continuarei a nutrir uma esperança imensa nos jovens do Brasil e do mundo inteiro: através deles, Cristo está preparando uma nova primavera em todo o mundo. Eu vi os primeiros resultados desta sementeira; outros rejubilarão com a rica colheita”!

O Papa dirigiu um pensamento final - sua “última expressão das saudades” - a Nossa Senhora Aparecida: “Naquele amado Santuário, ajoelhei-me em prece pela humanidade inteira e, de modo especial, por todos os brasileiros. Pedi a Maria que robusteça em vocês a fé cristã, que é parte da nobre alma do Brasil, como também de muitos outros países, tesouro de sua cultura, alento e força para construírem uma nova humanidade na concórdia e na solidariedade”.

“O Papa vai embora e lhes diz “até breve”, um “até breve” com saudades, e lhes pede, por favor, que não se esqueçam de rezar por ele. Este Papa precisa da oração de todos vocês. Um abraço para todos. Que Deus lhes abençoe!”. 

Às 19h35min o avião de Alitália decolou do Aeroporto do Galeão, levando Francisco! (JE)

Fonte: Radio Vaticano 29/07/2013

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Rio de Janeiro (RV) - O Santo Padre realizou no final da manhã desta quinta-feira um de seus compromissos mais aguardados desta sua primeira viagem apostólica internacional: a visita, em Manguinhos, à comunidade de Varginha, uma favela hoje pacificada.

A visita deu-se logo após o primeiro compromisso público do Santo Padre neste seu quarto dia em terras brasileiras, ou seja, o recebimento das "Chaves da Cidade" do Rio de Janeiro e a bênção das bandeiras dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O ato, dividido em dois momentos, foi realizado no Palácio da Cidade, sede da prefeitura. 

Ao chegar à comunidade de Varginha, Francisco recebeu mais uma calorosa demonstração de carinho e afeto do povo que, entusiasta, acolheu o ilustre visitante.

Acolhido pelo pároco da comunidade, pelo vigário episcopal e pela Superiora das Irmãs da Caridade, o Papa dirigiu-se à pequena igreja dedicada a São Jerônimo Emiliani – fruto da missão dos Padres Somascos e das Irmãs Missionárias da Caridade –, onde se encontravam alguns membros da comunidade paroquial. Após um momento de oração, Francisco abençoou um novo altar e ofereceu um cálice de presente à paróquia. 

Depois deste primeiro momento, o Santo Padre seguiu a pé até o campo de futebol onde a comunidade se encontrava reunida. No caminho pôde parar algumas vezes para saudar os presentes, abençoar a todos, sobretudo, as crianças, fazer-lhes uma carícia, um gesto de carinho.

Antes de chegar ao campo teve lugar um momento particularmente significativo. O Papa entrou na residência de uma família: numa casa pequena encontravam-se presentes mais de 20 pessoas, entre crianças e anciãos. O Papa deteve-se com cada um deles, tomou uma criança nos braços, abençoou-a e posou para uma foto-recordação com cada um. No final, todos juntos, rezaram o Pai-Nosso e a Ave-Maria. 

Somente depois chegou então ao campo de futebol sendo acolhido com visível comoção e entusiasmo pela multidão. Ali um casal dirigiu-lhe uma breve saudação de boas-vindas, chamando-o de Pai Francisco:

Inicialmente afirmando que muitos se perguntavam sobre o motivo da escolha da visita àquela comunidade, sendo uma comunidade igual a tantas outras, concluíram dizendo ter encontrado a resposta: 

"Talvez somente agora, Pai, é possível encontrar a resposta porque esta comunidade está recebendo a sua visita. Porque somos pequenos, pobres, esquecidos, e mesmo diante dos aplausos e holofotes, permanecemos fiéis a Deus, simples, humildes e unidos. Esta comunidade, como todas as demais comunidades do Rio de Janeiro e, ousamos dizer, do mundo, hoje se sente visitada e recordada por aquele que é o “Doce Cristo na Terra”. Todas as periferias olham e se identificam com o ministério que o senhor, Pai Francisco, continua a exercer indo ao encontro daqueles que são “invisíveis” a sociedade. Obrigado, pelo testemunho e amor!"

O Papa iniciou o seu discurso com uma exclamação: 

"Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um "cafezinho", não um copo de cachaça, falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós... Mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui, visitar a Comunidade de vocês que hoje representa todos os bairros do Brasil."

Após frisar como é bom ser bem acolhido, com amor, generosidade, alegria, e por isso agradecer a todos, ressaltou a generosidade da qual os pobres são particularmente prodigiosos, lançando em seguida um apelo: 

"E povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão."

Além disso, o Santo Padre lembrou que a "medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza". 

Afirmando que a Igreja, advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, deseja oferecer a sua colaboração em todas as iniciativas "que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem", o Papa disse:

"Queridos amigos, certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar. Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais: a vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano." 

Ademais, antes de concluir Francisco quis deixar mais uma veemente exortação:

"Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A Igreja está ao lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10)." 

O Pontífice concluiu reiterando que eles não estão sozinhos, que a Igreja está com eles, o Papa está com eles, afirmando levar cada um em seu coração, confiando-os todos à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos os pobres do Brasil, e com carinho concedeu-lhes a sua Bênção. (RL)

Texto: Radio Vaticano 25/07/2013

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Rio de Janeiro (RV) - "As paróquias, os colégios, são para sair e se não saem se convertem em uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG!" Num encontro fora de programa, repleto de emoções e afeto, o Papa dirigiu-se assim aos jovens argentinos (seus compatriotas) presentes na JMJ, os quais Francisco quis encontrar na Catedral do Rio de Janeiro após a visita à Comunidade de Varginha, nesta quinta-feira.

Milhares de pessoas aguardavam nas ruas sua passagem ao longo do trajeto, outros milhares aguardavam-no no espaço adjacente à Catedral. 

A imponente Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro acolheu os compatriotas do Santo Padre presentes na JMJ para um encontro fortemente desejado para esta ocasião. Encontravam-se presentes também os bispos da Conferência episcopal que nos últimos dois anos o então Arcebispo de Buenos Aires conduziu até sua eleição à Cátedra de Pedro. O Papa Bergoglio viveu com eles um forte momento de emoção, um grande abraço fraterno: foi quase um retorno a casa.

"Esta juventude deseja viver e construir um mundo mais solidário e justo, e está aqui para ouvir as suas palavras", ressaltou o presidente dos bispos argentinos, Dom José Mara Arancedo, representando a platéia. 

E a resposta do Santo Padre foi imediata. Tomando a palavra, revelou o que espera como consequência desta JMJ:

"Espero barulho, que façamos barulho aqui no Rio, quero barulho nas dioceses, quero que saiam por aí afora, quero que a Igreja saia às ruas. Quero que nos defendamos de tudo que seja mundano, instalação do que seja comodidade, do que seja clericalismo, do que seja estarmos fechados em nós mesmos. As paróquias, os colégios, são para sair e se não saem se convertem em uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG. Que me perdoem os bispos e os sacerdotes se depois alguns vão incomodar vocês. É um conselho." 

Numa civilização que passou ao "culto do deus dinheiro" se assiste, explicou o Papa, a uma espécie de "eutanásia escondida" em relação a dois elementos vitais: os jovens, excluídos por causa da falta de trabalho, e os anciãos, aos quais não é permitido falar nem agir. Eis, então, a exortação do Pontífice:

"Os jovens tem que sair, tem que se fazer valer, os jovens que tem sair e lutar pelos valores, a lutar por estes valores e os anciãos abram a boca, os idosos abram a boca, ensinei-nos e transmitam-nos a sabedoria dos povos." 

"No povo argentino, eu peço de coração aos idosos, não claudiquem em ser a reserva cultural de nosso povo que transmite a justiça, que transmite a história, que transmite os valores, que transmite a memória do povo."

Usando um tom bastante enfático, Francisco pediu aos jovens que não se coloquem contra os idosos, que os deixem falar, que os escutem. O Papa alertou-os para o fato que neste momento, "os jovens e os anciãos estão condenados ao mesmo destino, exclusão", exortando-os a não se deixarem excluir. 

Dito isso, o Santo Padre asseverou: "E a fé em Jesus Cristo não é enrolação, é algo muito sério. É um escândalo que Deus se tenha feito um de nós, é um escândalo, e que tenha morrido numa cruz, é um escândalo. O escândalo da cruz. A cruz segue sendo um escândalo, mas é o único caminho seguro, aquele da cruz, aquele de Jesus, a encarnação de Jesus."

"A fé é inteira e não se liquefaz. É a fé em Jesus. É a fé no Filho de Deus feito homem, que amou e morreu por mim", ponderou. 

A esse ponto, Francisco reiterou a dose fazendo um ulterior encorajamento:

"Então, façam barulho. Cuidem dos extremos da população que são os idosos e os jovens, não se deixem excluir e que não excluam os idosos e não liquefaçam a fé em Jesus Cristo. As bem-aventuranças. O que temos que fazer, Pai? Olha, leia as bem-aventuranças que te farão bem. E se queres saber que coisa prática tens que fazer, leia Mateus 25, que é o protocolo com o qual nos julgarão. Com essas duas coisas vocês tem o plano de ação. As bem-aventuranças e Mateus 25. Não é preciso ler mais nada. É o que peço a vocês de todo o coração. Agradeço a todos por essa proximidade." 

"É uma lástima que estejam enjaulados, mas digo uma coisa a vocês. Eu, por momentos, sinto: que feio é estar enjaulados. Se confesso de coração, compreendo vocês. Queria ter podido estar mais perto de vocês mas compreendo que, por razão de ordem, não se pode."

O Papa agradeceu mais uma vez pela presença, bem como já havia agradecido também aos mais de trinta mil que estavam do lado de fora da catedral e, mais uma vez, pediu que rezassem por ele. (RL) 

Fonte: Rádio Vaticano 25/07/2013

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Aparecida (RV) - O Santo Padre presidiu nesta quarta-feira, no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida, SP, a santa missa, ato central desta sua visita à Padroeira do Brasil. A seguir, propomos, na íntegra, a homilia do Papa Francisco:
Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio, Queridos irmãos e irmãs!

Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro. Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano. 

Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.

Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.

1. Conservar a esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo - que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cfr. Ap 12,13a.15-16a). Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade. Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.

2. A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.

3. A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura (cf. Est 5, 3). Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados. O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007]: Insegnamenti III/1 [2007], 861).

Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.

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"Vinho novo em odres novos", foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada, na manhã deste sábado, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, a última missa com a presença de grupos antes da pausa de verão. A celebração contou com a presença, dentre outros, de um grupo de recrutas da Guarda Suíça Pontifícia. 

"A doutrina da lei é enriquecida com Jesus, é renovada, e Jesus faz novas todas as coisas", disse ainda o pontífice. Jesus renova verdadeiramente a lei, a mesma lei, porém mais amadurecida e renovada.

O Papa sublinhou que as "as exigências de Jesus eram maiores do que as da lei." A lei permite odiar o inimigo, em vez disso, Jesus diz para rezar por ele. Este é o Reino de Deus que Jesus pregou. A renovação deve acontecer primeiramente em nossos corações. "Nós pensamos que ser cristão significa fazer isso ou aquilo, mas não é assim", disse o Santo Padre acrescentando: 

"Ser cristão significa deixar-se renovar por Jesus nesta nova vida. Eu sou um bom cristão, todos os domingos, de 11h ao meio-dia, vou à missa e faço isso como se fosse uma coleção. A vida cristã não é uma colagem de coisas. É uma totalidade harmoniosa, feita pelo Espírito Santo que renova tudo: renova o nosso coração, a nossa vida e nos faz viver num estilo diferente, num estilo que envolve toda a existência. Não se pode ser cristão pela metade, a tempo parcial. O cristão a tempo parcial não funciona! Tudo, totalidade a tempo integral. Esta renovação é o Espírito quem nos faz. Ser cristão não significa fazer coisas, mas deixar-se renovar pelo Espírito Santo ou para usar as palavras de Jesus, tornar-se vinho novo."

A novidade do Evangelho é uma novidade, mas na mesma lei que vem na história da salvação. Esta novidade vai além de nós mesmos, nos renova e renova as estruturas. Por isso, Jesus disse que para o vinho novo são necessários odres novos: 

"Na vida cristã e também na vida da Igreja existem estruturas antigas, estruturas superadas. É necessário renová-las! E a Igreja sempre esteve atenta a isso, com o diálogo com as culturas. Sempre se deixa renovar, segundo os lugares, tempos e pessoas. Este trabalho sempre foi feito pela Igreja! Desde o primeiro momento, lembramos a primeira batalha teológica: para tornar-se cristão é necessário cumprir toda a prática judaica ou não? Não! Eles disseram não! Os gentios podem entrar como como são: gentios. Entrar na Igreja e receber o Batismo. Primeira renovação da estrutura. E assim a Igreja sempre foi adiante, deixando que o Espírito Santo renove estas estruturas, estruturas da Igreja. Não tenha medo da novidade do Evangelho. Não tenha medo da novidade que o Espírito Santo faz em nós! Não tenha medo da renovação das estruturas."

"A Igreja é livre. É guiada pelo Espírito Santo. O Evangelho nos ensina a liberdade de encontrar sempre a novidade do Evangelho em nós, em nossas vidas e também nas estruturas", frisou ainda o pontífice. O Santo Padre reiterou a importância da "liberdade de escolher os odres novos", acrescentando que "o cristão é um homem livre", com a liberdade que Jesus nos dá. "O cristão não é escravo de hábitos e estruturas, mas é conduzido pelo Espírito Santo." O Papa recordou também que no dia de Pentecostes junto com os discípulos estava também Nossa Senhora: 

"Onde está a mãe, os filhos estão seguros! Peçamos a graça de não ter medo da novidade do Evangelho, de não ter medo da renovação que o Espírito Santo nos faz, de não ter medo de derrubar as estruturas superadas que nos aprisionam. Se temos medo, sabemos que a nossa Mãe está conosco. Como crianças com um pouco de medo, vamos até ela que nos protege com o seu manto e com sua proteção de mãe." (MJ)

Fonte: HTTP://pt.radiovaticana.va/news

 

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O Papa Francisco recebeu na manhã desta sexta-feira, 21, os cerca de 150 Núncios Apostólicos em todo o mundo. 

O encontro realiza-se no âmbito do Ano da Fé e já havia sido convocado por Bento XVI e anunciado em 17 de outubro passado como um momento de reflexão.

De fato, ao se dirigir aos Núncios, Francisco fez questão de salientar que suas palavras constituem somente alguns pensamentos que “vêm do coração”. 

O primeiro deles é sobre a condição de “nômades” ao desempenharem este serviço à Igreja. A cada quatro anos ou mais, os Núncios mudam de lugar, de um continente a outro, sempre com a mala pronta. “Qual o sentido espiritual desta vida?” – questionou o Pontífice. Antes de tudo, a mortificação, o sacrifício de deixar os amigos, os laços e começar sempre novamente. “Isso não é fácil, é viver no provisório, saindo de si mesmos sem ter um lugar onde colocar raízes, uma comunidade estável”, disse.

Todavia, se trata de uma vida intensa se vivida com a consciência de levar Cristo sempre consigo. “A familiaridade com Jesus Cristo deve ser o alimento cotidiano do Representante Pontifício. Familiaridade com Jesus Cristo na oração, na celebração eucarística e no serviço da caridade.” 

O Papa advertiu para o perigo de ceder ao que ele chama de “espírito do mundo”, retomando a expressão “mundaneidade espiritual” de De Lubac, que conduz a agir para a própria realização e não para a glória de Deus.

“Ceder ao espírito mundano expõe sobretudo nós pastores ao ridículo. (...) Somos Pastores! Jamais nos esqueçamos disso! Vocês, queridos Representantes Pontifícios, sejam presença de Cristo, sejam presença sacerdotal, de Pastores. (...) Façam tudo sempre com muito amor.” 

A seguir, Francisco falou de outra função típica dos núncios: a colaboração nas nomeações episcopais. O critério fundamental de quem governa é a prudência, recordou o Papa, indicando algumas características que os candidatos ao episcopado devem ter:

Em primeiro lugar, que sejam próximos ao povo, pacientes e misericordiosos. Que amem a pobreza interior, entendida como liberdade para o Senhor, e exterior, feita de simplicidade e austeridade de vida. Que não ambicionem o episcopado nem tenham uma psicologia de “príncipes”. Enfim, que sejam capazes de conduzir, guiar e cuidar do seu rebanho. 

Ao agradecer aos núncios por seu trabalho, o Pontífice concluiu: “Trata-se de uma vida difícil, em lugares às vezes de conflito, uma peregrinação contínua sem a possibilidade de se estabelecer num lugar, numa cultura, numa específica realidade eclesial. Uma vida em caminho, mas sempre com Jesus Cristo que os conduz. Nós sabemos que a nossa estabilidade não está nas coisas, nos próprios projetos ou nas ambições, mas em ser verdadeiros Pastores que mantêm fixo o olhar em Cristo”.

Esta noite, o Papa Francisco janta com os representantes pontifícios na “Casina Pio IV”, no Vaticano.

(Fonte: Radio Vaticano - 21/06/2013)



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Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre celebrou, nesta quinta-feira, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, a sua Missa matinal, da qual participaram o Cardeal Zenon Grocholewski, além de um grupo de funcionários da Congregação para a Educação Católica e do Museu Vaticano.

O centro da sua reflexão de hoje foi a oração do “Pai Nosso”. Para rezar esta oração, disse o Papa, nosso coração deve estar em paz com os nossos irmãos. Deus Pai não é um Deus anônimo, um Deus cósmico, mas bem próximo a nós. Por isso, para rezarmos esta oração, que Jesus nos ensinou, devemos confiar ao abraço do Pai

Mas, lembrou o Santo Padre, a oração não é uma magia. Não devemos gastar palavras à toa, quando rezamos. Jesus sabe o que queremos e o que precisamos. Eis porque devemos dirigir-nos a ele com humildade e simplicidade de coração. E concluiu:

“Temos um Pai, que está bem perto de nós e nos abraça. Todas as nossas lidas e preocupações devem ser confiadas a Ele. Mas, quem é este Pai? Ele é meu ou de quem? Ele é nosso. É o Pai Nosso! Não somos filhos únicos. Ele é Pai de todos e, por isso, somos todos irmãos”. 

Jesus, disse por fim o Santo Padre, é aquele que nos ensina a dirigir-nos ao Pai e pedir-lhe, com coração contrito, o que necessitamos, não obstante ele saiba que somos indigentes e pecadores. Peçamos ao Espírito Santo que nos ensine a pronunciar o santo nome de Deus Pai, estando em paz conosco mesmos e com nossos inimigos.

(Fonte: Radio Vaticano)

Publicado em Palavra Viva
Quinta, 20 Junho 2013 06:44

“Encíclicas" do Papa Francisco

Ao celebrar a festa de São Pedro Apóstolo, a Igreja é convidada a rezar pelo Papa, sucessor de Pedro e refletir sobre seu ministério. “O Romano Pontífice, como sucessor de Pedro, é perpétuo e visível fundamento da unidade, não só dos bispos, mas também da multidão dos fiéis” (LG 23). O papa, em seu ministério petrino, preside na caridade e promove o bem comum da Igreja universal e de cada uma das Igrejas particulares. Nestas poucas linhas está a síntese do que o concílio Vaticano II ensina sobre o ministério do Bispo de Roma.

Não poderia ser sem motivo pensado que o autor dos Atos dos Apóstolos, mencionou a presença de romanos no dia de Pentecostes em Jerusalém (At 2,10), deixando assim perceber a ligação desta cidade, com o apóstolo Pedro, que logo em seguida tomaria a palavra para anunciar o kerigma. São Pedro chefe da Igreja de Roma, e seus sucessores, ao longo dos séculos foram defensores da fé e seus propagadores.

Hoje na pessoa do papa Francisco o ministério de Pedro se faz presente com um brilho incomum. São muitas as acusações e críticas enfrentadas pelos últimos papas. Mas todos eles ficaram firmes, não traíram o patrimônio da fé, não trocaram a verdade revelada pelas verdades provisórias da sociedade. Mesmo diante das críticas e incompreensões, e de certo “complexo anti-romano” , na expressão de Hans Von Balthasar, às vezes presente mesmo dentro da Igreja, realmente foram firmes como a rocha.

Para estar à frente de uma Igreja que chegou no vigésimo século de história, e é depositária de uma verdade religiosa e moral, o papa não pode mudar este depósito da fé e nem coloca-lo periodicamente em leilão, para ver qual a mais mercadológica e palatável. Há que se ter um fundamento e este é Cristo e seu Evangelho, vividos segundo a tradição apostólica.

Ao papa como cabeça do Colégio Apostólico, formado pelos bispos católicos do mundo inteiro, cabe a presidência da Igreja. Por isso o episcopado se une em torno do Santo Padre, para colocar em movimento a “nova evangelização” que os tempos atuais exige da Igreja. E a união do episcopado com o papa deve ser sincera, total, porque: “Se o bispo de Roma é colocado em questão, se a sua sede é sacudida, não é um bispo quem vacila mas o episcopado inteiro” (Avito, bispo de Viena in Ep.31:PL 59,248).

O papa Francisco nos surpreende a cada dia com sua vitalidade repleta de fé e humildade. No Angelus do último domingo de maio, que tive oportunidade de presenciar na Praça S. Pedro em Roma, pareceu-me transparecer um pontificado no qual o papa não escreverá muito. Mesmo assim já temos algumas “encíclicas”, como é a opinião do jornalista John Allen. Encíclicas, no sentido de que são ensinamentos os quais, embora não foram escritos, são marcantes, claros, quais pequenas sínteses do pensamento do papa Francisco.

Entre estas “encíclicas” poderíamos enumerar: a) Uma Igreja pobre para os pobres, b) Primazia da humildade: somos todos franciscanos, c) Estar imerso no povo, d) Não ter medo da ternura e da misericórdia, e) O verdadeiro poder é serviço, f) A fé se propõe, não se impõe, g) A Igreja não é organização humanitária, h) Dizer não ao pessimismo, i) Saber sorrir e ter esperança, j) Importância da unidade, l) A evangélica coragem da sinceridade. Estas são algumas “encíclicas” em miniatura que mesmo os que não sabem ler compreendem.

Que o Papa Francisco seja abençoado e possa contar com nossa adesão filial.

Dom Pedro Carlos Cipolini

Bispo de Amparo – SP

(Fonte: www.diocesedeamparo.org.br)

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