"Bernadette perguntou três vezes o nome da Senhora, que sorrindo e unindo suas mãos sobre o peito respondeu: Eu sou a Imaculada Conceição."
Terça, 21 Fevereiro 2012 19:27

O que é Matrimônio?

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Toda criança nasce normalmente no seio de uma família. Vê, em primeiro lugar, o rosto do pai e da mãe. Acompanhada do sorriso dos pais, a criança vai desenvolvendo-se na condição humana. Suas mãos ensinam-lhe a caminhar certo. Sabe que pode contar com o seu amor. Um ser humano que é privado desta boa experiência no início da sua vida, terá muitas vezes dificuldade em confiar nos outros, a acreditar no amor dado e recebido.

Quando um homem e uma mulher se encontram, se amam, já não querem viver um sem o outro, devem preparar-se para isso. É o namoro, o noivado: escola de vida e de castidade, tempo de graça em que se aprofundam no seu projeto relativo aos compromissos do matrimônio. No sacramento do Matrimônio, prometem-se mutuamente fidelidade para toda a vida, intercambiando, livremente, o seu consentimento: é este consentimento que faz o matrimônio. O seu amor humano é então transformado interiormente pelo próprio amor de Deus, de maneira que se dão um ao outro este amor de Deus e se santificam mutuamente (cf. CIC 1639-1642). E porque se trata não só do amor dessas duas pessoas, mas também do amor de Deus, fazem esta promessa em público, diante da comunidade eclesial (manifestada particularmente pelas testemunhas) e diante do sacerdote. Este representa a Igreja, e dá-lhes a bênção nupcial pela qual os esposos, ministros do sacramento, recebem o Espírito Santo que realiza a comunhão de amor de Cristo e da Igreja (cf. CIC 1624).

A união dos esposos é selada por um dom mútuo entre ambos: tornam-se "um só corpo e uma só alma" e encontram assim a sua plenitude e felicidade. Por sua própria natureza, o amor conjugal exige uma ultrapassagem e uma abertura à fecundidade. Da união dos esposos pode nascer uma nova vida: o homem e a mulher tornam-se pai e mãe. A sua vida dilata-se, então. Cada filho é um dom de Deus, mas também uma missão. Por isso é importante que os esposos considerem diante de Deus e da sua consciência o número de filhos e a sua capacidade de educá-los. É também por isso que cada criança tem o direito de nascer no seio de uma família fundada no matrimônio.

"A unidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade são essenciais ao Matrimônio. A poligamia é incompatível com a unidade do Matrimônio; o divórcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal do seu 'dom mais excelente', a prole" (CIC 1664).

O Matrimônio é uma união para toda a vida. Jesus disse: "O que Deus uniu, o homem não separe" (Mc 10, 9). Para muitos, esta palavra é dura, pois não há garantia de êxito em uma relação: as pessoas podem enganar-se, o seu amor pode asfixiar-se, em caso de doença ou em situações de sofrimento. Pode acontecer que duas pessoas que se amavam, deixem de compreender-se. Já não conseguem dialogar, tornam-se estranhas uma à outra. Com efeito, o sacramento do casamento não deve permanecer uma simples recordação dos tempos felizes. O sacramento recebido continua a ser, cada dia e até o fim, a fonte de uma graça a que se pode recorrer incessantemente, a fim de conseguir a renovação do amor mútuo, a força do perdão, o apoio na provação, a alegria da fidelidade.

Mas há casamentos que fracassam e os cristãos têm o direito a acreditar que, mesmo neste caso, não perdem o amor de Deus nem o da Igreja de Cristo (CIC 1649-1651).

Ler 1786 vezes Última modificação em Sexta, 24 Fevereiro 2012 18:36
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