"Bernadette perguntou três vezes o nome da Senhora, que sorrindo e unindo suas mãos sobre o peito respondeu: Eu sou a Imaculada Conceição."
Terça, 21 Fevereiro 2012 19:26

O que é Penitência [Confissão]?

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No início de cada celebração eucarística, dizemos todos juntos: "Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei, muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor".

Rezamos assim porque sabemos que somos humanos. Alguém que pode fazer e pensar o mal, que pode tornar-se culpado diante de Deus, do próximo, das criaturas que lhe são confiadas. Rezamos assim, colocando a nossa confiança no Senhor, Jesus Cristo, que diz de Si mesmo: "Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9, 13). Ele começa o seu ministério público pelo mandamento: "Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo" (Mt 4, 17). Aos que se inquietam por ele dialogar com os pecadores, responde: "Haverá no céu alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão" (Lc 15, 7).

A remissão dos pecados que proclamamos no Credo realiza-se para cada um de nós, de modo concreto, na sacramento da penitência. Cada batizado pode receber o sacramento da reconciliação por intermédio de um sacerdote enviado pela Igreja. Quem, depois do Batismo, cometeu uma falta grave, deve reconciliar-se com Deus e com a assembléia dos fiéis, antes de poder comungar. Exige-se do pecador que ele reconheça a sua falta no sacramento da reconciliação, tendo o firme propósito de mudar de vida; que confesse a sua falta disposto a reparar, na medida do possível, o que fez de mal, e a aceitar a penitência que lhe impõe o sacerdote. Mesmo que não tenha cometido falta grave, todo o cristão ganha, ao receber frequentemente o sacramento da Reconciliação. Os que têm esse hábito, sabem bem que acabam por confessar, cada vez, os mesmos pecados. Isto se deve ao fato de que existem em nós tendências que nos levam a recair freqüentemente nas mesmas faltas. Confessar-se regularmente permite à graça do sacramento apagar os nossos pecados, purificar pouco a pouco as nossas más tendências e dar-nos a força de viver segundo as exigências do Evangelho.

O sacramento da Reconciliação não é apenas um fato privado, mas reconcilia-nos com a Igreja, restaurando a comunhão fraterna que o pecado tinha fendido ou quebrado (cf. CIC 1469). Pela comunhão dos santos, existe entre os fiéis um intercâmbio maravilhoso em que a santidade de cada um beneficia a todos os outros (cf. CIC 1475), porque cada um carrega os fardos de seus irmãos.

É por isso que o sacramento da Penitência e da Reconciliação pode também ter lugar no quadro de uma celebração comunitária na qual a confissão pessoal e a absolvição individual estão inseridas em uma liturgia da Palavra de Deus, com exame de consciência feito em comum, pedido comunitário de perdão, oração e ação de graças comuns, o que exprime mais claramente o caráter eclesial da Penitência. Em caso de necessidade grave, quando a confissão pessoal dos pecados não é possível, o sacerdote pode dar a um grupo o perdão e a reconciliação: trata-se da "absolvição geral". Mas cada um está obrigado, logo que lhe seja possível, a confessar individualmente os seus pecados graves (cf. CIC 1483).

Ler 2757 vezes Última modificação em Sexta, 24 Fevereiro 2012 18:02
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